NF-e: um negócio promissor
A crise não foi obstáculo para impedir o sucesso dos empresários Luiz Boal, Sergio Juskow e Ângelo Cossa de São José, na Grande Florianópolis. Em meio a falências, demissões e queda de poder aquisitivo, os profissionais encontraram um novo setor para atuar na economia: a implantação de notas fiscais eletrônicas. Desde o ano passado, quando abriu a sua empresa, a DF-e, o governo tem tornado obrigatório o uso de NF-e em diversos segmentos de mercado. Agora, em 1o de setembro, serão mais 53, o que soma, em todo o Brasil, mais de 30 mil empresas com a obrigatoriedade. Até o final do ano que vem, todas as atividades comerciais terão que trabalhar somente com a NF-e.
A atuação da DF-e é realizada sempre em parcerias com empresas que atuam com softwares de gestão, como a Shapeness, de São Paulo, que atua nas concessionárias Mercedes Bens do Brasil, a Diativa, de Blumenau, que trabalha com o setor automobilístico, entre outras, com atuação em diversos segmentos e Estados brasileiros. "Inserimos nesse sistema os processos de documentos fiscais eletrônicos, nas suas mais diversas operações", destaca Boal, que, desde a abertura da empresa, em abril do ano passado, já acumulou cerca de 200 clientes. "Nossa intenção é chegar aos 10 mil no ano que vem", afirma.
Apesar de exigir esforço de adaptação por parte das empresas, a NF-e é uma solução que traz benefícios a todos os usuários. Os emitentes realizam o gerenciamento eletrônico de documentos, reduzindo custos de impressão e armazenagem do documento fiscal. Já as empresas destinatárias ganham, entre outros fatores, agilidade ao não precisar digitar as notas fiscais na recepção de mercadorias, reduzindo assim os erros de escrituração. Para os profissionais contabilistas, se torna mais fácil e simplificada a escrituração fiscal e contábil, e, para as administrações tributárias, ocorre o aumento na confiabilidade da nota fiscal e a melhoria no processo de controle fiscal, além da redução de custos, da diminuição da sonegação e do aumento da arrecadação. A sociedade também é beneficiada pela nota fiscal eletrônica pois o projeto contribui para a redução do consumo de papel, incentiva o comércio eletrônico e o uso de novas tecnologias, padroniza o relacionamento eletrônico entre as empresas e abre diversas oportunidade de negócios e empregos na prestação de serviços ligados a NF-e.
“Quem trabalha dentro da legalidade, só tem a ganhar com o uso da nota fiscal eletrônica. Já quem atua de forma ilegal vai ser pego com muito mais facilidade pela malha fina do governo. Antes de mais nada, a NF-e é umas das iniciativas para coibir a sonegação em nosso País", destaca Boal.


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